A duas horas de Lisboa.
O teatro é magnífico; inesperado foi ter encontrado uma cidadã brasileira, que me poupou de fazer mais uma figura de parva a tentar falar "portunhol" (é tão bom ouvir a nossa língua num local estrangeiro!) e lá nos deu umas indicações. Numa praça perto da Álcazaba, uma fortaleza árabe que já não fomos a tempo de visitar, reconheci logo a escultura da loba a alimentar os fundadores de Roma do livro de História do 7.º Ano. Subindo as ruelas apertadas, semeadas de cascas de sementes de girassol (as "pipas", muito comercializadas no 6.º/7.º ano), que os habitantes de Mérida adoram comer ao andar (famílias inteiras pareciam papagaios), encontrámos o templo de Diana, mais pequeno que o de Évora (pelo menos foi o que achei) que alguém pareceu deixar esquecido ao lado de outros edíficios, mesmo no coração da cidade (reparem no pormenor da grua: parece que as obras duram há anos).
Qual o espanto quando, já de saída, encontrámos o museu de Mérida aberto até às 21h30 e grátis por ser sábado (que boa ideia para os nossos museus!). Enorme, com tectos altíssimos, mais parecia um pavilhão recheado de mosaicos romanos, com um vigilante em cada esquina, que toparam logo quando tirei uma foto com flash (ficavam desfocadas). Aberto ainda mais o apetite para finalmente conhecer Conímbriga, saímos de Mérida em busca de jantar junto à raia.
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