sexta-feira, 1 de abril de 2016

Já está, já passou

Na minha prática profissional, é uma frase que digo muitas vezes às pessoas que atendo "já está, já passou".

Ontem era a melhor frase que se adequava como resposta à minha situação.

Já passou.

Já está.

Vai demorar a passar o efeito mas... já está.

Consegui (mas consegui o quê?).

Não sei.

Mas consegui. Pronto. Acabou.

E agora, o que se seguirá?

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Amor: a derradeira experiência existencialista

" Toda a gente já sentiu aquela chicotada no cérebro. No momento em que olhamos para ele ou para ela, o queixo cai-nos, os olhos saltam-nos das órbitas, a realidade suspende-se. Começamos a ver tudo de forma diferente. Sideramos. Eis o amor, a experiência natural mais pungente, hipnótica e extasiante do ser humano.

Inflamados, começamos a imaginar o outro e apaixonamo-nos pelo que é perfeito nele. Não é preciso que ele seja perfeito em tudo, mas tem que encarnar alguma forma de perfeição. A nossa personagem tem que ser superior aos outros, ultrapassar o resto da humanidade em alguma coisa. Apaixonamo-nos pela nossa imaginação. Por isso é que no "Banquete", de Platão, Sócrates diz que o “erro surge por se considerar que o amor é aquilo que se ama e não aquilo que ama”. Não cometer o erro significará, então, dizermos que o amor tem mais a ver com a forma como amamos do que com a pessoa que amamos. Ou, como diria Barthes, “é o amor que o sujeito ama, não o objecto”. Mas, se não é a pessoa que amamos mas o nosso estado de enamoramento, porque razão desejo aquela pessoa e não outra? Amamos quem queríamos ser, quem nos é útil ou quem nos satisfaz.

É por este motivo que há quem considere que toda esta história é uma grande facécia, que o amor é uma invenção bizarra que tem por objectivo sentimentalizar o instinto sexual. Ou seja, tal como os outros animais, o que procuramos é sempre sexo. E esse instinto cega-nos até conseguirmos satisfazer-nos . Mas, mesmo que o amor não seja mais do que uma ilusão, os sentimentos que desperta são reais. E, se ninguém deixa de dormir, comer e até se suicida por deixar de ter sexo, a que se deve a imensidão do desgosto amoroso?

Quando termina um amor, não é a pessoa que se perde. É o sentido da nossa existência. Claro que podíamos encontrá-lo de várias formas. Na contemplação, passando os dias na natureza, a reflectir, a aprofundar o pensamento. Na acção, prosseguindo uma causa, como a igualdade, a justiça ou a luta contra o racismo. Ou na diversão, na boémia, na transgressão. Mas não há nenhum que empilhe todos os sentidos da vida como a paixão. Ela é uma ideia, uma causa, que nos impele a contemplar, agir, cooperar, arder e andar à deriva. Absorve todos os sentidos, a vida toda. Deve ser por isso que o amor é o objectivo último de quase todas as aspirações humanas. E será também por isso que dá origem aos maiores sofrimentos. A violência da paixão é tal que serve de consolo para a maior dor da consciência humana: deixamos até de nos lembrar que um dia vamos morrer. Achamos que vamos ser felizes para sempre. Ou, como diria Cesare Pavese, nos seus diários, "Ninguém se mata pelo amor de uma mulher. Matamo-nos porque um amor, não importa qual, nos revela a nós mesmos na nossa nudez, na nossa miséria, no nosso estado inerme, no nosso nada”.

E o que fazemos, então, quando a paixão acaba, seja porque deixamos de a sentir, seja porque o outro se foi embora?Como evitamos o sofrimento do amor?

Há quem preconize uma entrega desenfreada às relações sexuais para evitar os perigos de uma paixão única, e há quem apregoe a domesticação das pulsões carnais para nos defendermos das atrocidades do amor. Mas, seja para não corrermos o risco de substituirmos uma dependência emocional por uma dependência sexual, seja para não deixarmos de viver a experiência mais singular da vida humana, alcancemos a autonomia individual, a auto-suficiência emocional. Embriaguemo-nos também com arte, com ideias ou com festas. Viver ao contrário da natureza é remar contra a maré, mas procuremos a felicidade não só na busca do prazer também na lucidez, na independência relativamente a falsas necessidades e a preconceitos que criam frustrações. Em união ou em celibato, não expectemos a satisfação de todas as nossas necessidades no outro. Há pessoas que vivem acompanhadas e sentem uma profunda solidão e há celibatários que nunca se sentem sozinhos. Desprezemos os discursos falaciosos das servidões no amor. É que no início, durante e no fim, vestidos ou despidos, o inferno não é o outro, somos sempre nós."

http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/17754/amor-sexo-e-metafisica

terça-feira, 30 de junho de 2015

Não implores amor

http://jafoste.net/nao-implores-amor/

Porque a corda da dignidade esticou ao máximo e partiu.
Porque é melhor deixar o gato de Cheshire quietinho no seu ramo, com o seu olhar ausente e vago e a sua excentricidade peculiar.
E aceitar que há-de vir outra gata igualmente excêntrica e peculiar arrebanhá-lo. Provavelmente estrangeira, mas isso já sou eu a especular.
E porque eu não aprendo com as lições do passado.
Porque parece que gosto de imolar o meu coração, tal como os habitantes de Mourão fazem ao gato, com as excentricidades destes tipos.
Porque gosto de me deixar encantar com valsas mágicas da Amélie às 5h, à claridade ténue que antecipa o nascer do sol, à beira do rio e na companhia dos pinheiros.
Pronto, sou um bocado excêntrica também.
Adoro sentir a poesia das danças com estes tipos.
O problema é que, como sempre, tem um preço: o de mais uma vez esmagar o meu coração... pela 3.ª vez! :/
Resta-me voltar a fazer marcha-atrás... e deixar a roda da vida continuar..
(e de levar com outros gatos a tentar arrebanhar-me... realmente que vida chata é a minha... :P)
.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

E é muito isto

http://9gag.com/gag/ar4Z8W5?ref=fbp


Vida de solteira :P

quarta-feira, 25 de março de 2015

Passatempo: como encontrar um Mr. Darcy dos dias-de-hoje... nos dias-de-hoje!

Disponível em: http://www.wikihow.com/Find-a-Modern-Day-Mr.-Darcy

(até as regras da escola eu coloco aqui!)

A eterna procura... até demora mais do que acabar o meu relatório!



So, you've read Pride and Prejudice (or you've seen the movie) and you're in love with Mr. Darcy—but does a modern-day Mr. Darcy really exist?

Nesta altura do campeonato já não estou apaixonada por nada... sim, será que Ele existe mesmo?

If you're going to find a modern-day Mr. Darcy, Austen's Darcy reveals a few that are definitely worth considering:
  • Ability to support himself. In Pride and Prejudice, Mr. Darcy is independently wealthy. Clearly, most men you meet will not be so wildly independently wealthy as Mr. Darcy was portrayed. However, it is important that your modern-day Mr. Darcy finds purpose in working and values what his money can help him to achieve.
Ah, o F. já chumbou!

Be careful whom you reject. Clearly, the traits given a book character by an author represent an ideal. Loving an ideal can lead to sadness and frustration, particularly when no guy ever matches up to your mental image and you're endlessly rejecting a string of interested men.

Sim, já sei que tenho de parar de os rejeitar... mas não gosto da pressão, gosto de ser eu a decidir quem quero e quando quero...

Don't chase after men. Elizabeth didn't do anything to cause Mr Darcy to fall for her, other than to be her usual lovable self. She didn't feel the need to throw herself at anybody. She didn't turn herself into something that betrayed her true nature, and she certainly wasn't swayed by the vacuous and often nasty social climbing ways of many of the characters. Elizabeth remained true to herself, and presented that reality to all, including to Mr. Darcy.
  • Ask yourself whether it's pride or prejudice driving you to chase a man who isn't right for you. You don't have to prove anything to someone who spurns you; leave it be.
Pois... este conselho é muito útil...



Be careful whom you fall for. On the one hand, it's comforting and dreamy to yearn after a Mr. Darcy-like man. On the other hand, you could risk seekingunobtainable men whose character is tortured, repressed, moody, and ultimately unattainable if the men you're dating show all the signs of Mr. Darcy's negative character and none of his redeeming features. In this case, you may be going after men who will never connect fully with you and who are commitment-phobic, causing continuous hurt. If this is a pattern you find you're not able to break, talk it over with your therapist to try and uncover the underlying cause.

Outro grande conselho... principalmente os que têm fobia ao compromisso!

Value yourself. Elizabeth was a character ahead of her time, clearly valued for her intelligence and self-respect. Yet, she was also created in a time when a woman needed to ally herself well with a man for the sake of economic well-being. Seeking a modern-day Mr. Darcy involves finding the right partner to share your life with, and part of this must include him respecting your choices and independence. Don't change your beliefs, your values, or your opinions for the sake of someone else; be open-minded when discussing topics and listening to new views and ideas but don't be easily enslaved by Cupid's arrow. Maintain your independent thought and reassure your modern-day Mr. Darcy that you can, and always will, think for yourself.

Acima de tudo! O melhor conselho! :)



As imagens são tããããão fofinhas <3 p="">




quarta-feira, 18 de março de 2015

O sorriso do gato de Cheshire

E não escrevia há um ano... como o tempo passa... (e não escrevesse eu uma frase cliché)
E com muitas novidades!
Estou em plena fase de elaboração do relatório mas que se prevê que ainda vá demorar uns meses...
Estou prestes a gravar um CD (!!!)
Comei a fazer consultas a Ad.!!!
E... já sou trintona! E sinto-me tão bem, sempre em plena renovação!
E... estou de olho no sorriso do gato de Cheshire...
(Tradução: depois do P, do D., agora vem o F.!: eu ainda hei-de percorrer todas as letras do alfabeto... ou todos os gajos sorridentes das danças...)
Sim, mas desta vez tenho mais noção com o que posso contar... já não estou tão eufórica nem sou tão ingénua... este é mais um que parece ter fobia ao compromisso e que ainda está a cumprir tarefas da adolescência.. até porque ainda não trabalha... (e tem a minha idade...)
Ironicamente, no início das DTE parece que andou interessado em mim... e eu, assustada com uma certa inquietude no olhar dele, fugi!
Passado uns tempos, comecei a olhá-lo de outra forma e a ver que até era um tipo bastante simpático e... sorridente! Lembra-me o sorriso do gato de Cheshire, o da Alice (no país das Maravilhas, claro), misterioso que, antes de desaparecer completamente, a última coisa a ver-se é aquele grande sorriso que fica a pairar no ar.
Mas será que poderá haver combustão para acender alguma chama?
E, caso essa chama acenda, será que eu vou conseguir lidar com o seu lado negro?
Ou será que é outro D. desligado de compromissos?

Por enquanto vamos deixá-lo a continuar a sorrir, pousado na árvore...

quinta-feira, 13 de março de 2014

Austenland

Há uns dias atrás vi o filme "Austenland", sugestão da T. para uma tarde fria e chuvosa.
No filme, a protagonista adora os livros da Jane Austen e sonha com o Mr.Darcy e decide viver a experiência de passar uma temporada numa encenação dos tempos da regência, com atores a imitar as personagens dos livros.
No final, ela acaba por ficar com o seu Darcy, como seria de esperar.
Mas, o que mais me encantou no filme, foi o fato (a Esp. faz-me escrever segundo o acordo ortográfico e eu até nem acho mal - afinal, nem sequer mencionamos as letras, por isso, para quê escrevê-las?) de ela ter vivido o seu sonho de viver num ambiente Austeniano, com roupas a rigor incluídas e bailes e afins.
Bailes - é por isso que eu adoro as DTE - faz-me viver na minha Austenland. Mesmo as não-correspondências amorosas fazem parte.
Resta saber se, no final, também vou ter direito a um Mr. Darcy. Porém, um final implica um fim dos bailes, tertúlias, etc. Então deve ser por isso que ainda não tive direito a nenhum! Ou talvez não haja só um, mas vários!
E a realidade nunca é igual à ficção...