domingo, 22 de fevereiro de 2009

Martim - o nome do futuro


As novas mamãs não resistem a atribuir aos seus rebentos o sugestivo nome de "Martim". Martim? Em homenagem a quem? Martim Moniz? Ou a alguma personagem não menos digna de reconhecimento de uma das novelas da TVI? Seja qual for a fonte inspiradora, o que é certo é que a maternidade deu-lhes confiança suficiente para não duvidarem de que os seus descendentes sentirão uma onda de orgulho sempre que ouvirem a evocação do seu nome: "Ó Martim, passa a bola, pá!", "Martim, Martim, experimenta lá fumar isto, meu!", "Martinzinho, és tão quiducho..."

Não, elas (porque - e perdoem-se se cometo uma falácia - só pode ser delas a lembrança) não têm mesmo dúvidas da decisão que tomaram e continuam a responder à senhora da conservatória do registo civil, à pediatra, aos sogros e vizinhos com aquele brilho no olhar e timbre na voz de quem defende o melhor nome do mundo...

"O nome dele é Martim."

E a pequena cria, ainda ignorante, dorme no ovinho, enquanto mel escorre dos lábios da progenitora.

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