
Como é que eu posso acreditar no amor (aquele que se diz romântico, geralmente entre um homem e uma mulher, mas não necessariamente), se o Pessoa nunca amou a Ofélia?
Se o namoro não passou de uma farsa do poeta fingidor (bem fingidor!), limitando-se a ser mais um dos seus desportos heteronímios?
Como é possível não nos sentirmos enganadas e ultrajadas quando o maior poeta potuguês considerava a namorada rídicula?
Como?...
http://umfernandopessoa.blogspot.com/2008/12/dacosta-sobre-pessoa-continuao.html
Se o namoro não passou de uma farsa do poeta fingidor (bem fingidor!), limitando-se a ser mais um dos seus desportos heteronímios?
Como é possível não nos sentirmos enganadas e ultrajadas quando o maior poeta potuguês considerava a namorada rídicula?
Como?...
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3 comentários:
É possível não nos sentirmos enganada(o)s e ultrajada(o)s com o "tratamento" que F.P. deu à Ofélia, se nos lembrarmos que logo no início do namoro (25/11/1919), o poeta escreveu um poema de amor extremamente perturbador (poema acróstico sobre o nome de Ophélia) que começa: «Onde é que a maldade mora?»...
Miguel.
Desculpe, não sei se estou a interpretar mal, mas o acróstico não foi dedicado com a intenção de dizer à Ofélia que não acreditava no amor dela por ele (como ele tantas vezes gostava de frisar)? É a minha interpretação: ele insinua que ela quando diz que chora, na verdade ri do suposto amor dele por ela...
Tem razão Ana; essa interpretação está correcta.
Quando eu leio esse poema, vem-me o seguinte à cabeça: é no coração que a maldade mora.
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