terça-feira, 30 de junho de 2015

Não implores amor

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Porque a corda da dignidade esticou ao máximo e partiu.
Porque é melhor deixar o gato de Cheshire quietinho no seu ramo, com o seu olhar ausente e vago e a sua excentricidade peculiar.
E aceitar que há-de vir outra gata igualmente excêntrica e peculiar arrebanhá-lo. Provavelmente estrangeira, mas isso já sou eu a especular.
E porque eu não aprendo com as lições do passado.
Porque parece que gosto de imolar o meu coração, tal como os habitantes de Mourão fazem ao gato, com as excentricidades destes tipos.
Porque gosto de me deixar encantar com valsas mágicas da Amélie às 5h, à claridade ténue que antecipa o nascer do sol, à beira do rio e na companhia dos pinheiros.
Pronto, sou um bocado excêntrica também.
Adoro sentir a poesia das danças com estes tipos.
O problema é que, como sempre, tem um preço: o de mais uma vez esmagar o meu coração... pela 3.ª vez! :/
Resta-me voltar a fazer marcha-atrás... e deixar a roda da vida continuar..
(e de levar com outros gatos a tentar arrebanhar-me... realmente que vida chata é a minha... :P)
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