
O FMI chegou mesmo numa boa altura. Duvidam? Já devia ter chegado mais cedo? Não. Veio mesmo na altura certa. Pela religião cristã vivemos uma época de contenção, carnal e espiritual, chamada Quaresma. Já por várias vezes salientei esta época - talvez porque a minha educação judaico-cristã não consegue deixar passar esta data ao lado. Comentava hoje uma colega minha que o meu chefe não parecia dar importância à Páscoa por ter agora tirado férias e só voltar na 5a Feira Santa (é incontornável não iniciar as palavras com letra grande - é a educação judaico-cristã a falar mais alto). Respondi eu que realmente a Páscoa era um feriado como os outros (ai, o meu passado a zangar-se comigo!). Será mesmo um feriado igual aos outros? Não é. Não pode ser. A Páscoa não é igual ao Natal. A sua vivência é diferente e não é por se receberem prendas no Natal e ovos de chocolate e amêndoas na Páscoa (mas também passa por aí, quem é que eu quero enganar?). Resumindo (e concluindo) o FMI chegou na altura certa porque a Quaresma é uma época de jejum, contenção e reflexão das nossas práticas. A maioria de nós é que ainda não percebeu. E não me admirava nada (nem um pouco) do Estado passar a tolerância de ponto para sexta-feira à tarde. Porquê? Porque JC foi crucificado às 15 horas. Por isso, dirão eles, não há desculpa para não trabalhar até essa hora.
(o que ainda nos safa é que é o 25 de Abril coincide com a segunda-feira de Páscoa... e não terão a ousadia de nos retirar essa marca da renovação da democracia... penso eu...)
Sem comentários:
Enviar um comentário