
" - (...) diz-me para quem é que te puseste assim tão bonita?
Pouco habituada a tais carinhos da filha, D. Estrela tem um primeiro movimento de afastá-la de si, mas logo se recompõe e leva a sua mão até à mão de Júlia, que continuava no seu ombro. (...)
D. Estrela encolhe os ombros.
- Para ninguém em especial.
Mas logo emenda:
- Mentira: para as duas pessoas mais importantes deste mundo.
E apesar daquela voz lá longe, muito longe («dá-te ao respeito!»), consegue dizer:
- Tu e eu.
Sente que cometeu uma enorme proeza. Sente-se uma mulher forte.
Apesar daquela fraqueza pelo Júlio Iglésias. "
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