
Apesar do nosso Cristiano Ronaldo não dominar a oratória nem demonstrar capacidades intelectuais elevadas (convenhamos: ele é futebolista - pretende-se que domine a bola), duvido que ninguém de nacionalidade portuguesa não tenha sentido uma ponta de orgulho ao ver o rei subir ao trono no Barnabeus, com seus reais (e inúmeros) súbditos a prestar-lhe vassalagem. Eu, que tantas vezes critico os seus modestos discursos e a sua aparente falta de vontade em desenvolver mais a sua formação (muito mais do que a assustadora quantia de dinheiro que ele ganha, é a forma como ele podia empregá-la que me incomoda mais); enfim, apesar disto tudo, posso dizer que gostei da prestação dele. Realmente é um rapaz simples (às vezes simplório, mas adiante, vá, não achincalho mais!), que na sua elevação em terras de Espanha mostrou um à-vontade e descontracção notáveis (estavam 80 mil pessoas aos berros por ele!). No seu discurso foi curto (como sempre!) mas foi directo ao assunto e não se perdeu em rodeios. Pois o que se podia esperar que dissesse? Que está muito contente, pois claro; que foi um sonho de infância, obviamente e que não esperava tanta gente ali a aplaudi-lo. Mais palavras para quê? É um rapaz dedicado àquilo que sempre gostou de fazer, com uma capacidade de persistência e de energia notável. Chegado a este ponto, que outro objectivo pode ter ele? Ser o melhor da história.
E nós, que pertencemos à geração dele?
De que forma podemos fazer história?
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