sábado, 7 de março de 2009

Quaresma


De acordo com o calendário cristão, estamos em plena Quaresma. E qual o significado? Segundo a Wikipedia, Quaresma é, e passo a citar, "um futebolista português, de etnia cigana, joga actualmente no Chelsea, emprestado pelo Inter de Milão". Será mesmo? Insisto na pesquisa e encontro a seguinte definição, no Wapedia (primo do Wikipedia):

"A Quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja Católica, a Igreja Anglicana e algumas protestantes marcam para preparar os crentes para a grande festa da Páscoa. Durante este período, os seus fiéis são convidados a um período de penitência e meditação, por meio da prática do jejum, da esmola e da oração.

Começa na Quarta-feira de Cinzas e termina na tarde de quinta-feira santa, antes da Missa da Ceia do Senhor, que inicia o Tríduo Pascal. Ao longo deste período, sobretudo na liturgia do domingo, é feito um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que pretendem viver como filhos de Deus.

A Quaresma dura 47 dias, embora para o calendário litúrgico os domingos não contem, perfazendo então 40 dias. A duração da Quaresma está baseada no simbolismo do número quarenta na Bíblia que significa provação."

Muito mais esclarecida. Portanto, neste período são esperados sacríficios e penitências, tais como jejum, etc. O bispo Benito Cocchi foi mais longe e aconselhou os jovens da sua diocese a renunciar ao envio de mensagens SMS, nas sextas-feira da Quaresma. A ideia é desintoxicarem do mundo virtual e reencontrarem-se consigo mesmos.

A ideia, à partida ridícula, faz sentido. Há um abuso das telecomunicações, que podem provocar neoplasias cerebrais "à la longue". Os telemóveis tornaram-se um objecto de consumo e há que saber moderar o uso. E eu, pecadora, me confesso - o boom das SMS deu-se nos meus tempos de liceu, em que a necessidade de comunicar é mais forte. Hoje em dia, sou mais moderada, mas por vezes questiono se não serei uma doente crónica, principalmente quando estou a teclar freneticamente e a pessoa ao lado parece duvidar da minha sanidade mental. É verdade: às vezes prefiro teclar a falar. É mais cómodo, mais prático e tem a vantagem adicional de, num local público, ninguém ouvir a conversa (por precaução, tapem o visor, principalmente em tranportes públicos).

Mas isto para falar da Quaresma (não o jogador). Portanto, vamos tentar ser pessoas mais conscientes, mais proactivas, não desanimar quando tudo à nossa volta é um marasmo e aguardar a vinda de uma nova era de ressurreição e luz. Mas sem jejuns nem purgações - já nos basta os sacrifícios diários - precisamos de energia e auto-estima!

E, vá, uma SMS de vez em quando.

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